terça-feira, 9 de abril de 2013

A organização Watoto, por exemplo, atua com o resgate de crianças e bebês que perderam suas famílias devido aos conflitos étnicos e à Aids


Site Watoto
Mulheres ganham ajuda para aprender profissão. Foto: site Watoto

Na pobreza da África, da Ásia e mesmo no Haiti, a voz que grita de fome se cala diante de atos de amor e solidariedade. Lá, muitas vidas começaram a ser transformadas por uma rede de economia sustentável criada por missionários protestantes. Os programas levam educação, emprego e crédito para pessoas interessadas em empreender.

Em Uganda, por exemplo, crianças órfãs são educadas e motivadas a se transformar em líderes comunitários. Mulheres vítimas da miséria, do HIV e que perderam seus filhos para a guerrilha aprendem uma profissão e recebem chances de construir novas famílias.

O trabalho é desenvolvido pelo Watoto, programa evangelístico, que começou em 1994. A organização atua com o resgate de crianças e bebês que perderam suas famílias devido aos conflitos étnicos e à epidemia da Aids.
Projeto Watoto que cuida de crianças,  bebês e mulheres abandonadas, vítimas da guerra, da Aids e da fome, em Uganda, na África.
Foto: Site Watoto
O projeto começou com a formação de um coral evangelístico de crianças. Meninos e meninas retirados da miséria passaram a se apresentar por todo o mundo. Eles viviam, naquela época apenas com doações.

Hoje, existem cinco corais viajando pelo mundo, com a missão de falar de Jesus e de mostrar também os trabalhos desenvolvidos por Watoto. Um dos corais esteve na semana passada no Espírito Santo, apresentando-se nas Primeiras Igrejas Batistas em Jardim Camburi e de Vitória e vai passar por diversos Estados até o final deste mês.

As doações continuam a promover o desenvolvimento do programa. Mas, a principal fonte de renda da iniciativa é o trabalho realizado pela rede de economia solidária.

Watoto, que também é uma igreja protestante, construiu quatro vilas em Uganda e uma no Sudão. As comunidades hoje abrigam cerca de 2,5 mil mulheres, 3 mil crianças e 210 bebês resgatados do lixo ou que foram abandonados no projeto pelos pais.
Projeto Watoto que cuida de crianças,  bebês e mulheres abandonadas, vítimas da guerra, da Aids e da fome, em Uganda, na África.
Foto: Site Watoto
O líder do coral Watoto, Gideon Kizito, explica que nas vilas existem fazendas que produzem alimentos para o sustento dos moradores e que também são vendidos nas cidades próximas às localidades. “Com o leite da criação de cabras, alimentamos nossos bebês. Também cultivamos vegetais, como milhos, cenouras, batatas, tomate e alface; criamos aves e produzimos ovos. Muitas mulheres que vão morar nas vilas se tornam mães das crianças resgatadas. E nós ainda construímos casas para que elas possam morar e cuidar dos filhos”.

Segundo a vocalista do grupo, Sheba Musiime, que a princípio as vilas foram construídas para se tornarem um plano B, caso os corais não conseguissem doações suficientes para amparar as crianças. Mas cresceram ao ponto de proporcionar emprego e renda até para famílias que vivem afastadas das comunidades.

“Para ensinarmos uma profissão as crianças e as mulheres, montamos fábricas de roupas, de móveis de madeira e os produtos são utilizados internamente e vendidos também para o comércio próximo. E o interessante é que também produzimos metal e nos tornamos líderes no setor”.

O Haiti é aqui

 Divulgação
Pastor Mário Freitas em Burundi com uma família cristã
 aidética recebeu nosso auxílio através de
um projeto de microcrédito. Foto divulgação
Na mesma corrente do amor está o grupo de Vila Velha, formado por cristãos de várias denominações protestantes. A equipe leva oportunidade de trabalho e renda a vários países pobres. O grupo, chamado de Missão de Apoio à Igreja Sofredora (Mais), surgiu em 2010, após o terremoto do Haiti. “Formamos um grupo de pessoas e fomos até esses país levar comida, água e esperança. Ficamos um bom tempo por lá. Construímos igrejas, clínicas médicas e escolas“, diz o presidente do projeto, pastor Mário Freitas.

Depois do trabalho de assistencialismo, o Mais passou a oferecer linha de crédito produtivo com juro zero. Muitas famílias começaram abrir bancas de roupa, de frutas e outros negócios. “O homem tem necessidades de sobrevivência e levam as oportunidades. Hoje, oferecemos o crédito no Haiti, em países africanos, aisáticos como Casaquistão, Índia. E começamos um projeto piloto no bairro Jabaeté, em Vila Velha”.

Interessados em conhecer os programas podem visitar os sites: watoto.com e maisnomundo.org.

Jesus é o Rei da África

Os pequenos Brenda e Andrew com Sheba Musiime, vocalista do coro.
Foto Samarony Santos/PIBJC
Projeto Watoto de Uganda leva a esperança da salvação para lugares destruídos pela guerra, fome e Aids

Em meio ao sofrimento provocado pela pobreza e pela fome, a alegria da Salvação resplandece na face das crianças africanas que um dia conheceram a Jesus e hoje fazem parte do grupo missionário Watoto, localizado em Uganda. O passado, por mais triste que seja, não consegue roubar a felicidade proporcionada pela ação de Deus. O modo que esses pequeninos encontraram para agradecer ao Pai pelo resgaste das trevas espiritual e terrena é anunciar em alto e bom tom que o Leão da Tribo de Judá, Jesus Cristo, é o Rei da África.
Gideon Kizito, líder do coral. Foto: Samarony Santos/PIBJC
O trabalho evangelístico desses pequenos missionários com idade média de 12 anos percorre o mundo. Cinco corais, formados por aproximadamente 22 crianças e cinco adultos, sem contar os ajudantes, estão neste momento pregando o evangelho em vários países. Neste ano, o coral 57 do Watoto nos mostrou como o amor de Deus é arrebatador. Durante três dias, de 29 a 31 de março, o grupo apresentou todo o talento musical e também a transformação de vida feita pelo Espírito Santo na nossa igreja, na Primeira Igreja Batista em Jardim Camburi. Até o final deste mês, a turma continuará sua turnê pelo país, voltando em maio para o lar.

As vozes dessas crianças, que nasceram em Uganda, parte central do continente africano, misturam-se aos sons típicos da natureza. A batida dos pés, o gingado, o balançar dos quadris e dos braços completam a expressão que vai além do sentido cultural. É a expressão total da graça oferecida por Jesus Cristo no calvário.

Apresentação do coral na PIBJC. Foto: Samarony Santos/PIBJC

Com o amor de Deus transbordando em suas vidas, não há tempo para lembrar do passado. A maioria das crianças são órfãs, perderam seus pais por causa da Aids ou dos conflitos étnicos de Uganda. Devido ao estado de guerra do país e a falta de emprego, algumas foram abandonadas por familiares. Watoto também virou uma rota de fuga da fome. Sem dinheiro, mães, avós ou outros parentes levaram seus tesouros para serem cuidados no projeto.

O Watoto tem quatro vilas, espécie de comunidades fechadas, em Uganda e uma no Sudão. O programa foi fundado em 1994 por um casal de canadenses com o objetivo de acolher crianças que perderam os pais por causa da guerra civil ou da epidemia da Aids.

O programa social e missionário Watoto hoje é dividido em vários projetos. Um deles é responsável por cuidar das crianças abandonadas. Os 22 integrantes do coral que estiveram em Vitória são apenas uma pequena parcela de todas as meninas e meninos abrigados pelo Watoto. Atualmente, existem lá cerca de 3 mil crianças órfãs. Também há nas vilas cerca de 2,5 mil mulheres vítimas da violência, do HIV, da guerra e do abandono.

Nas vilas Watoto, as crianças são alojadas, alimentadas, vestidas, educadas e espiritualmente discipuladas. O líder do coral 57, Gideon Kizito, explica que a intenção é treinar os pequenos para os transformarem em futuros líderes. A expectativa é de que eles consigam mudar a realidade em toda a África.

A pequena Brenda Namakula, 13 anos, é uma das crianças que deseja ter a missão de levar o evangelho e ao mesmo tempo contribuir para o desenvolvimento do seu país. Ela sonha em ser enfermeira.
“Eu sou muito feliz. Amo ir à minha igreja. Gosto de liderar orações também”, conta.

Dentro das aldeias, há também um espaço especial para atender bebês, chamado Watoto Baby. Lá, existem atualmente 210 crianças de zero a dois anos que foram abandonados em lixos ou deixados pelos pais no projeto.

O jovem Andrew Lutakon, de 11 anos, foi deixado lá pela família quando era apenas um bebezinho. Hoje, ele tem uma nova mãe, duas irmãs e dois irmãos também adotados pelo Watoto e sonha ser médico para ajudar outras pessoas. 
“Nos tornamos uma grande família. Tenho uma mãe que cozinha. E o mais importante é que Jesus tem transformado muito a minha vida”, diz Andrew. Ele se converteu verdadeiramente aos 9 anos. “Nunca me esqueço. Era num sábado quando Jesus me chamou. Hoje, sou muito feliz”, conta.

Gideon Kizito fala que o trabalho do coral é importante para moldar o caráter das crianças. Elas são ensinadas, com tantas viagens, a ter disciplina e maturidade. Quando estão nas vilas, elas são acompanhadas espiritualmente, estudam, têm a possibilidade de aprender uma profissão e depois são direcionadas a faculdades.

“Essas crianças estão aprendendo a espalhar o evangelho”, diz Gide, como é chamado.

Igreja lança campanha para adoção de 100 crianças de Watoto

Com apenas US$ 35 por mês é possível levar o evangelho e resgatar uma criança da miséria

Isadora
Pedro Ivo e o pai
Jussara
A PIB em Jardim Camburi se apaixonou pelo trabalho desenvolvido pelo Coro Watoto. Durante os três dias de apresentação, que ocorreram de 29 a 31 de março, 1,5 mil pessoas, entre membros e vistantes, puderam conhecer as dificuldades que as crianças da África vivem e perceber também que Jesus tem as transformados todos os dias.

O pastor titular da Igreja, Joarês Mendes de Freitas, no último domingo lançou à igreja a campanha para adoção de 100 crianças do projeto. A intenção é motivar os membros a adotarem individualmente um dos 3 mil pequenos assistidos atualmente pelo Watoto.

Até domingo passado, 52 adoções foram realizadas, sendo que 22 crianças serão sustentadas pela própria igreja. Os outros pequenos serão acompanhados por cerca de 30 famílias. Durante os dias de apresentação do coral na PIBJC, as 22 crianças do grupo e os adultos que os acompanham ficaram instalados na casa de 10 famílias da igreja.

Além das adoções, o Watoto também está de portas abertas para pessoas interessadas em conhecer o trabalho e também ajudar como voluntário. Segundo o pastor, responsável pelos trabalhos de Missões da PIBJC, Aederson Monteiro de Barros, muitos membros da igreja estão motivados a visitar Uganda. “Tivemos uma experiência muito bacana aqui. Pudemos conhecer um pouco mais sobre a África e ver como essas crianças são realmente felizes. Muitas pessoas já me procuraram interessadas em conhecer o projeto”.

Você também pode participar do Projeto Watoto apadrinhando uma criança, participando do Congresso, visitando a África, convidando o coral para uma apresentação, orando e conscientizando outras pessoas, levantando recursos para essa obra. Por apenas US$ 35 dólares por mês, cerca de R$ 70, é possível tirar uma criança da miséria e levar o evangelho para ela.
Jussara Marques

Jussara Marques, de uma igreja Batista, localizada em Maruípe, falou que já amava a África antes de assistir a apresentação, mas agora está ainda mais encantada. “Chorei o tempo todo. É impressionante a maturidade espiritual dessas crianças”.

O pequeno Pedro Ivo, de 11 anos, foi acompanhado pelo seu pai José Soares de Lima Júnior, assistir à apresentação. “O coral é bem diferente. As músicas são rápidas, divertidas. As roupas são legais. Gostaria muito de visitar a África”, conta.
A jovem Isadora, de 12 anos, gostou muito das crianças de Watoto. “Isso toca o coração da gente. Mexeu muito comigo. A apresentação foi linda e muito interessante”, diz.

3 comentários:

Antonio Carlos Gonçalves Affonso disse...

É bom saber que muitos ainda estão tentando fazer a diferença. A única preocupação que tenho é sobre a pregação do evangelho puro. Muitos trabalhos têm sido feitos, mas quando colocamos uma lente de aumento vemos que se oferecem alimentos e ajuda material e a espiritual fica superficial. Mas não cesso de orar para que Deus use cada obra missionária.

Mikaella disse...

É verdade, pastor. Eu conversei com duas crianças do Watoto e percebi que elas são maduras e falo até na vida espiritual. Pelo que entendi, a pregação do evangelho é um dos trabalhos mais importantes que o projeto faz. Porém, eles acolhem essas pessoas para suprir as necessidades físicas tb. Acho que as duas coisas precisam andar juntas. Mas temos que ficar longe do pragmatismo. Já o MAIS, pelo que entendi, eles apoiam os cristãos e dão a eles condições de se manter e de pregar o evangelho.

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